Heterofobia
February 25th, 2010 by LucasConstatei outro dia que algo que está surgindo agora e que, particularmente, acho uma aberração é a heterofobia.
Sim, heterofobia. Um exemplo básico: nessa edição do BBB (sim as vezes eu assisto) quando quase todos usaram uma faixa na cabeça representando o orgulho homossexual, um dos poucos que não usou foi taxado de homofobico. Isso, para mim, é heterofobia.
Só porque ele não usou a tal faixa ele é homofobico? Eu não usaria e convivo normalmente com gays, me dou bem com eles.
Acontece que sou contra rótulos. Sou contra um tratamento diferenciado (para o bem ou para o mal) só por causa da cor de pele ou opção sexual.
Infelizmente, o fenômeno do preconceito invertido que já existe no campo das relações “interraciais” (termo que abomino mas no momento me falta um melhor) começa a se expalhar entre a comunidade GLBT.
Por exemplo, pode existir a banda “Só preto sem preconceito” mas se algu fundar uma banda “só branco sem preconceito”, no minimo vai ser chamado de racista sendo que, ao meu ver, a banda “Só preto…” já é preconceituosa.
O mesmo parece estar ocorrendo com a comunidade GLBt. Se você não está com eles, está contra eles. Se isso não é preconceito, eu não sei o que é. É isso que eu quis dizer com heterofobia.
Não me entendam mal, sou contra qualquer tipo de preconceito, seja de origem religiosa, “racial” ou de orientação sexual. Acho que todos tem que ser tratados iguais, pois acho que as pessoas devem ser julgadas por seu caráter e não por sua opção de vida ou sua cor.
Mas tenham certeza: nunca me verão usando uma camisa do tipo “viva os gays” ou “ser gay é lindo” assim como não tenho e abomino adesivos com o escrito “orgulho de ser católico” embora eu seja católico praticante.
No final das contas, ao meu ver, aquele que tenta esfregar a sua opção na cara dos outros é tão preconceituoso ou até mais do que aqueles que se colocam contra essa opção porque, sendo uma vitima de preconceito ele deveria ser o primeiro a não agir igual com o próximo.
A verdade, falando sério, é uma só: se a gente se preocupasse mais com a nossa vida e menos com a dos outros, a nossa vida seria melhor e teríamos muito menos conflitos.
Não, esse não é um dos posts sobre cervja que eu estava devendo, como disse anteriormente. Casualmente eu tive a chance de provar essa cerveja na segunda de carnaval de manhã, na praia de Copacabana, numa genial jogada de marketing do povo da Nova Schin.






