Sexta passada, dia 11, eu comprei (ou achei que tinha comprado) um livro (“A Historia sem Fim” de Michael Ende) na livraria virtual da Saraiva com a promessa de que seria entregue em até dois dias úteis (ou seja, até ontem) e como aqueles que me conhecem bem sabem, eu sou uma pessoa muito “tranquila” e estava, assim, aguardando o livro calmamente, para não dizer outra coisa.
Pois bem, hoje, quando vi que não havia chegado, fui checar os dados do meu pedido e qual a minha surpresa ao ler, no site deles, que a remessa tinha sido extraviada e que era para eu contactar o SAC. Contactado o site e depois de eu confirmar que ainda deseja o livro, me foi dito que agora o meu tempo de espera passara a ser de até 7 dias úteis porque eles precisariam de até cinco dias para confirmar o extravio e mais dois para mandar um novo.
Ai eu me irritei e comecei a brigar com atendente. Ora, se é o próprio site deles que afirma que foi extraviado, porque confirmar? E eu com isso? Como eu disse para a funcionária da Saraiva, eu nada tenho a ver com isso. Eles tinham é que me mandar o livro de novo e depois se entender com a porcaria da transportadora que é a culpada pela perda do malote e não atrasar a minha entrega uma vez que eu nada tenho a ver com isso.
Outra coisa que me irritou profundamente é que eles entopem o meu email com propagandas bestas mas são incapazes de me avisar que o pedido foi extraviado. Mal comparando, no mesmo dia eu comprei um livro de um sebo virtual através do ótimo site “Estante Virtual” e o livro chegou na segunda, sem atraso e inteiro. Resumo da ópera? Da prócima vez, compro no Submarino mesmo.
Trocando de pau para cavaco, essa situação toda me lembrou de uma reportagem que saiu a algum tempo no jornal sobre parlamentares que querem acabar com o monopolio do Correios na entrega de correspondência. Sinceramente? Sou contra. Quem me conhece sabe que não sou um fã do atual governo muito menos de monopólios mas desta vez eu concordo com este.
Como bem deixou claro o ministro das telecomunicações, os Correios só dão lucro porque detem o monopolio. A ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telegrafos) é a única empresa presente em todo o Brasil, em todas as cidades do pais e é claro que eles não devem ter lucro algum com lojas instaladas em cidades perdidas no meio da selva amazônica mas 0 lucro obtido com cidades como Rio ou São Paulo compensa.
Agora, se quebrarmos esse monopolio, os lucros dos Correios nas cidades grandes irá diminuir e, ao mesmo tempo, duvido que FedEx e UBS, exemplos de empresas que querem o fim do monopólio, tenham interesse em manter serviços em, por exemplo, Japurá, municipio do Amazonas com 4.238 habitantes e na fronteira com a Colômbia. Ou seja, é muito provavel que a ECT passe a ter prejuizo. E quem vai pagar a conta do prejuizo? As empresas particulares? Não, o dinheiro dos nossos impostos, ou seja, nós vamos pagar para que empresas particulares tenham lucro às nossas custas.
Ou, sendo mais pratico na minha argumentação, se, nos Estados Unidos, um pais de dimensões continentais como nós e a patria do liberalismo econômico, a US Postal Service, estatal, tem o monopolio da entrega de cartas, porque nós devemos quebrar este para empresas estrangeiras (ou mesmo nacionais) lucrarem?
Para mim, na minha modesta opinião, para variar se trata de grana. Obviamente o parlamentar que propos a quebra do monopolio devem estar ganhando algum por fora, o que, se tratando de Brasil, não é nada demais, infelizmente, não é mesmo?