Sabem aqueles momentos que duram segundos mas poderiam durar eras? Bem, vivenciei dois ontem.
Primeiramente, indo para o meu curso(o mesmo que faço todas as terças) embarquei num 570 (Largo do Machado – Leblon) para pegar o metrô no Largo do Machado. Quando se aproximava do ponto final, eu a vi.
Uma mulher jovem, mais jovem do que eu, provavelmente, alta (quase a minha altura). Não havia nada nela que fosse explicitamente chamativo mas a harmonia dos seus traços é que impressionava. Um rosto bem trabalhado, um queixo fino (mas não fino demais), uma pele clara, sardas na quantidade certa e um cabelo castanho na altura dos ombors, cheiroso e liso que emoldurava perfeitamente o rosto. Por fim, um corpo longilineo, aparentemente bem trabalhado, pelo que as roupas elegantes deixavam ver.
Podia passar horas falando com ela mas apenas escutei uma palavra: “obrigada” quando eu permiti que ela descesse antes de mim do ônibus. Um mero “obrigada” e um sorriso ( e que sorriso) e ela seguiu o seu caminho. Talvez, na opinião dela, o momento tenha durado demais mas, no meu ponto de vista, de menos.
A outra situação se deu algum tempo depois, num Banco do Brasil na Saens Peña onde troquei algumas palavras com outra mulher, igualmente jovem porem se não tão harmoniosa, mais vistosa do que a primeira, com um vestido laranja de alça que permitia notar que ela tinha volume nos ditos “lugares certos”. Novamente, para mim, era uma conversa que podia durar horas.
Quem sabe, meus caros leitores, o destino não bote uma dessas moças novamente no meu caminho? Quem sabe não seja uma delas aquela que está destinada a conversar não meros minutos comigo mas horas, dias, anos que, no fundo, parecerão milênios?
A verdade, ninguém, hoje em dia, sabe. Enquanto eu não encontro “esta” mulher, só me resta ir, no dia a dia, apreciando aquelas que são, para mim, a obra prima de Deus: as mulheres.