(ou “Um tricolor invade a Bombonera”)
Como prometido, aqui começa o meu relatório sobre a viagem à Argentina, embora muita coisa eu já tenha escrito no meu twitter. A viagem, digamos assim, começou cedo, mais precisamente às 4 da matina do dia 6 de janeiro, hora que eu tinha que chegar no Aeroporto uma vez que o vôo da Gol/Varig, que levaria eu e o Chico (meu companheiro de viagem) à Buenos Aires, decolaria às seis. E não é que decolou? E essa foi uma grata surpresa. A única coisa chata foi que tive que jogar o meu shampoo fora na escala de Sampa porque tinha 200ml, sendo que no Rio tinha passado na boa. A funcionária da alfândega perguntou se não tinha como eu despachar mas eu estava em transito, não tinha.
Chegamos num dia lindo, às 9 horas da manhã de Buenos Aires, largamos as coisas no hotel, bem localizado e bem confortavel, e fomos caminhar. Como não demorou para o apetite abrir, fomos catar um bar. Graças à minha insistência, achamos um pub muito bom, na rua Reconquista, onde o Chico comeu as suas primeiras empanadas em território argentino e eu tomei minha primeira Quilmes Bock, embalados por uma ótima de trilha sonora de rock e músicas de filmes dos anos 80.

Pós almoço, partimos para o mítico La Bombonera, que eu já conhecia, Chico com a camisa “Gol do Pet” e eu com a do Flu. Alias, um detalhe legal é que, enquanto eu passeava pelas ruas do centro com a camisa, vários argentinos a reconheceram. O passeio guiado foi bem divertido, com um guia que falava português, que era corintiano e que fez piadinhas sobre as “preferências” do Ronaldo e do Adriano. De noite, aproveitando o voucher que dava direito a jantar grátis, fomos jantar num tratoria no charmoso bairro de Puerto Madero (que tinha uma hostress gostosa porem não muito simpática), o mais novo e mais caro bairro da cidade, um antigo porto abandonado que em vinte anos virou um point de turistas (tomara que o nosso projeto “Porto Maravilha” tenha o mesmo sucesso).
Na quinta feira acordamos umas nove horas, tomamos café e fomos caminhar por um outro lado do centro, caminhada que nos levou à Plaza de Mayo, onde demos uma volta na Casa Rosada (sede do governo), entramos no Cabildo (antiga administração municipal) e na Catedral, onde, em anexo, fica o túmulo do General San Martin (libertador da Argentina). Almoçamos correndo no Burguer King por que de tarde tinha o “tour Evita”.
O “tour Evita” foi bem interessante, passamos pelo antigo local dela de trabalho, pelo túmulo dela no cemitério da Recoleta e pelo Museu dela. Ajuda para entender em parte porque os argentinos amam ela até hoje. De noite, fomos a um ótimo show de tango no “Sabor a Tango”, com jantar incluído.
Na sexta, logo de manhã, saimos para o city tour, através do qual o Chico pode ter uma visão geral da cidade (que eu já tinha). Após almoçar no shopping Abasto, como parte do Tour, voltamos ao rico bairro da Recoleta. Originalmente a idéia era passear pelo cemitério como mais calma e depois ir comprar um lembrança par a tia do Chico no Hard Rock Café no shopping Buenos Aires Design. Mas resolvemos inverter a ordem e bem, quem disse que o cansaço nos deixou ir ao cemitério? Ficamos curtindo um pouco o belo dia num restaurante do shopping e partimos para o hotel para relaxar um pouco antes do jantar.

Na sexta à noite, resolvemos seguir o conselho da minha cunhada Renata Leal para “soltar a franga no bom sentido”, e, para descontrair, fomos à filial local do Restaurante Hooters. Para quem não sabe, o Hooters é um restaurante americano famoso por sua comida picante e suas garçonetes com roupa justa. E, realmente, a comida lá queima.

No sábado fizemos o pacote “Trem da Costa + Parque da Costa” que consistia em viajar pelo Trem da Costa, um trem turístico que percorre o litoral do estuário do Rio da Prata, com direito a parada em San Isidro, uma pequena e agradável cidade à beira do estuário com uma catedral neogótica de 300 anos e curtir o resto do dia no Parque da Costa, um parque de diversões bem legal (bem melhor que o Terra Encantada) à beira do Rio.
De noite, na ultima noite em Buenos Aires, fomos jantar no Café Tortoni (a Confeitaria Colombo local) onde eu repeti o prato que hiava comido à cinco anos atrás: um belo bife de carne de vaca coberto de queijo, presunto, ovo, tomate e palmito, bem light, como todos os pratos locais. Acompanhado, é claro, de uma bela garrafa de 960 ml de Quilmes Bock.
No nosso ultimo dia de Buenos Aires, fomos de manhã à feira de San Telmo (de metrô, para o Chico conhecer esse), bairro mais antigo de Buenos Aires e famoso por sua feirinha de antiguidades, onde o Chico comprou varios cartazes de filmes antigos, eu comprei um antigo de anúncio de Quilmes, um da Copa de 50 no Brasil, duas moedas russas com a cara do Yuri Gagarin e uma moeda de dois pesos com a efígie do Jorge Luis Borges (para quem não sabe, sou colecionador de moedas). Voltamos correndo para o hotel pois ameaçava chover, depois de quatro dias lindos. Almoçamos no hotel e às 14:55 estavamos indo para o Aeroporto e, às 22:30 ( o vôo atrasou) chegávamos no Rio de Janeiro, cansados, falidos mas felizes com cinco dias praticamente perfeitos.
Se ficaram curiosos com os lugares citados, as fotos estão no meu orkut e tem várias que já foram publicadas no meu twitter (http://twitter.com/heruost).
Conclusões rápidas de lá:
- Na Argentina a Parati se chama “Gol Country” (estranho, ne?) e as ruas parecem verdadeiras coleções de carro velho à céu aberto…
- Lá tem uma revista chamada Komikku (É sério, não é piada, cliquem aqui e comprovem)
- Também tem um refrigerante chamado “La Bichy ahora” que é rosa. Depois querem que a gente não faça piada…
- O patriotismo lá as vezes exagera…
- E se é para viajar para, viagem agora. As coisas estão muito baratas por lá.